10 de setembro de 2014

Jenipapo-Kanindés participam de oficina de Economia Solidária em Aquiraz

A comunidade indígena Jenipapo-Kanindé participa, entre os dias 02 e 04/04, em Aquiraz/Ce, de uma oficina sobre Economia Solidária e Sustentabilidade, ministrado pela educadora popular, advogda e especialista em questões agrárias, Magnólia Azevedo Said. A formação, realizada na Pousada Jenipapo-Kanindé, faz parte das atividades do projeto “Etnodesenvolvimento de comunidades indígenas do Ceará”, cujo objetivo é o de promover a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades. O projeto, patrocinado pela Petrobras, conta também com o apoio do programa PPP-Ecos/Instituto Sociedade, população e Natureza (ISPN) e é realizado pela Adelco, nas etnias Jenipapo-Kanindé, Kanindé de Aratuba e Tapeba e ainda com ações de sensibilização nas etnias Pitaguary, Tremembé e Anacé.

De acordo com Magnólia Said, o objetivo da capacitação é o de contribuir para que a aldeia Jenipapo-Kanindé “possa ser sujeito de uma produção solidária, sem agredir o meio ambiente”, e eficiente, no que diz respeito à gestão das ações de economia solidária. A metodologia da formação é participativa, a partir da vivência da comunidade, com exposição dialogada, dinâmicas, apresentação de material visual e discussões sobre a vivência dos participantes. “O importante é que o povo Jenipapo-Kanindé possa tomar como base os conceitos sobre economia solidária e sustentabilidade e, apropriando-se desses conceitos, fortaleça a prática de uma produção solidária e sustentável, que garanta a perspectiva de melhoria de renda”, diz Magnólia Said. Nesse sentido, são construídos, durante a oficina, alguns planos de negócios, planejamento de produção e as bases para a consolidação de diagnóstico da produção local. Outro tema abordado foi o acesso aos programas governamentais. A mesma capacitação já tem data marcada para acontecer também na comunidade Kanindé de Aratuba (14, 15 e 16/04/2014) e Tapeba (10, 11 e 12/04/2014).

Uma das atividades que mais motivou os participantes foi a construção do “mapa da realidade” local, onde eles fizeram um desenho do que produzem, o que vendem e os locais possíveis para a implementação dos quintais produtivos e mandalas. “Eles se preocupam especialmente com o transporte da produção, o que permite a venda do que é plantado – milho, coco, jerimum, batata, mandioca, acerola – nas feiras dos municípios próximos”, disse Graça Araújo, técnica do projeto.