Indígenas recebem oficinas de plano de gestão em Economia Solidária

O Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, realizou na última sexta-feira (19/02), na etnia Tapeba, em Caucaia-CE, e na segunda-feira (22/02), junto ao povo Kanindé de Aratuba-CE, oficina para elaboração de um Plano de Gestão em Economia Solidária. O objetivo é contribuir na organização dos grupos produtivos e no processo de comercialização dos produtos indígenas. Luciana Eugênio, integrante da Rede Bodega e facilitadora da oficina, conta que o Plano ajudará na viabilidade dos pequenos negócios. Para tanto, na oficina com o povo Tapeba, os indígenas apresentaram as potencialidades e as dificuldades enfrentadas para comercializar a produção agrícola e o artesanato, produtos de destaque na região. Para Marciane Tapeba, monitora do projeto e artesã, produto é o que não falta. “Temos é que pensar nos espaços de comercialização e avaliar porque os espaços que já existiram não deram certo”, afirma. Para Valdeci Tapeba, que possui um quintal produtivo, somente com o processo de organização do grupo é possível avançar nesta questão. “Se pode ir além do que se imagina”, pontua. Em Aratuba, os indígenas Kanindé já conseguiram encontrar um espaço para a venda dos produtos. Todas as sextas-feiras, um grupo vai a Aratuba levando ovos, galinha, café torrado, acerola, utensílios e artesanato em madeira, plantas medicinais e uma variedade de produtos para a Feira da Agricultura Familiar. Com o Plano de Gestão para os indígenas Kanindé de Aratuba, o objetivo é potencializar ainda mais a feira já existente que, apoiada pela ADELCO, deve completar dois anos no próximo mês de maio. “Antes da feira, a gente perdia muita coisa da produção, porque ia se estragando. Agora a gente apura alguma coisa com o Jerimum e a acerola”, afirma o indígena Luis Bernardo. Cícero Pereira, liderança indígena Kanindé, explica que hoje o grupo deixa uma parte da produção para a família e leva o que sobra para a feira. “Às vezes, o dinheiro que ganhamos já fica lá mesmo, porque precisamos comprar o que não temos. ”, explica. O Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena deverá realizar mais duas oficinas com os povos Tapeba e Kanindé de Aratuba para a elaboração do Plano. O povo Jenipapo-Kanindé também está contemplado nesta ação, com uma oficina realizada no último dia 17 de fevereiro. Confira fotos das Oficinas – OFICINA EM CAUCAIA – POVO TAPEBA OFICINA EM ARATUBA – POVO KANINDÉ DE ARATUBA

Movimento Indígena do Ceará realiza Conferência Livre de Direitos Humanos

Representantes das 14 etnias indígenas do Ceará estarão reunidos neste sábado (13/02), na Aldeia Santo Antônio, terra indígena do povo Pitaguary, em Maracanaú, para participar da I Conferência Livre de Direitos Humanos dos Povos Indígenas do Ceará. O evento será realizado de 8h às 17h. Organizada pelo movimento indígena cearense, por meio da Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Ceará (COPICE) e da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME/MR-CE), a conferência livre deverá eleger delegados e delegadas para a Conferência Estadual de Direitos Humanos, garantindo uma maior participação indígena no processo. A Conferência deverá ser realizada entre os dias 03 e 05 de março, em Fortaleza. Na ocasião, o movimento indígena também deverá eleger delegados e delegadas para participarem da Assembleia Geral da APOINME, que ocorrerá nos dias 02 e 03 de março. Os povos indígenas devem eleger ainda um representante indígena para integrar o Conselho Nacional de Política Indigenista. O conselho foi uma vitória do movimento na última Conferência Nacional de Políticas Indigenista, realizada em 2015. :. Serviço: I Conferência Livre de Direitos Humanos dos Povos Indígenas do Ceará, sábado, 13 de fevereiro, de 8h às 17h, Aldeia Santo Antônio, Terra Indígena Pitaguary, Maracanaú. Mais informações: Weiber Tapeba – 998098500

Projeto lança calendários culturais dos povos indígenas

O projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO e patrocinado pela Petrobras, apresenta os calendários culturais das etnias Jenipapo-Kanindé, Tapeba e Kanindé de Aratuba. As publicações trazem as datas dos festejos dos povos indígenas e das principais atividades da comunidade. Os calendários impressos foram distribuídos para as populações indígenas, mas é possível baixar o arquivo nos links abaixo. CALENDÁRIOS CULTURAIS TAPEBA KANINDÉ DE ARATUBA JENIPAPO-KANINDÉ

Práticas agroecológicas mantém tradição e cultura indígena

A alimentação e as práticas agrícolas agroecológicas vem garantindo a preservação da cultura e dos saberes tradicionais dos indígenas. Foi sobre esses saberes que o Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, o Seminário e o intercâmbio “Agroecologia: saberes indígenas e segurança alimentar”, na aldeia do povo indígena Pitaguary. Durante os dois dias, representantes dos povos Tapeba, Pitguary, Kanindé de Aratuba e Anacé, compartilharam entre si as experiências vivenciadas no campo, seja através da agricultura, da criação de animais, ou mesmo do artesanato. Pela manhã do dia 10, o seminário contou com a presença de Malvinier Macedo, presidenta do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará (Consea/CE). Malvinier resgatou junto aos indígenas a importância dos alimentos para a saúde. Segundo ela, dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que o quadro de desnutrição infantil em crianças indígenas é vinte vezes maior do que em crianças não indígenas. “É fundamental resgatar e valorizar os alimentos que conhecemos, preservar o conhecimento, se informar sobre o que estamos consumindo”, afirmou Malvinier. Antonizete Tapeba, que possui um quintal produtivo em sua casa, destacou que os filhos são acostumados a comer as coisas que ela produz. “Vim conhecer esse arroz que a gente come hoje só aos 9 anos. Antes, comíamos arroz xerém de milho e o arroz roxo”. Ainda dentro da programação do seminário, os indígenas realizaram trocas de sementes, a exemplo do feijão andu e de sementes usadas em artesanato. Também participaram de um intercâmbio pelo território sagrado dos Pitaguary e pela produção agroecológica do Cacique Daniel, também da etnia Pitaguary. Para Marciane Tapeba, é fundamental usar a agroecologia como resistência. “Para nós povos indígenas, a nossa maior bandeira é o território. E não apenas o território como terra, mas é o bem viver, é o cultivo, é viver em harmonia. O território é a nossa mãe, por isso estamos nessa perspectiva de fortalecer a nossa luta e as nossas práticas agrícolas também”, afirmou a jovem que é uma das monitoras do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena. Os participantes do seminário são beneficiários do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena que trabalha com a implantação de quintais produtivos e mandalas nas etnias atendidas pelo projeto. Ao todo, o projeto beneficia 66 quintais produtivos, com produção de frutíferas, criação de aves, ovinos e suínos. CONFIRA AQUI FOTOS DO SEMINÁRIO

Seminário discute agroecologia e segurança alimentar nos territórios indígenas do Ceará

No dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), o povo indígena Pitaguary recebe, as etnias Tremembé, Jenipapo-Kanindé, Tapeba, Kanindé de Aratuba e Anacé para participarem do Seminário “Agroecologia: saberes indígenas e segurança alimentar”. O evento, que será realizado na Aldeia Santo Antônio, em Maracanaú-CE, segue no dia 11 de dezembro, e é uma ação do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. O objetivo do seminário é proporcionar a troca de saberes entre indígenas sobre aspectos da agricultura agroecológica e partilhar experiências sobre a adoção dos quintais produtivos e das mandalas nas comunidades indígenas. Os participantes devem ainda conhecer as técnicas agroecológicas adotadas na aldeia indígena dos Pitaguary. PROGRAMAÇÃO 1º DIA – 10/12/2015_______________________________________________________________ 9:00 h – ABERTURA: Saudação aos Participantes e Roda de Toré 10:00 h – MESA TEMÁTICA: “Agroecologia: Saberes Indígenas e Segurança Alimentar” Malvinier Macedo – Presidenta do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará (CONSEA- CE) Maristela Pinheiro – ADELCO Marciane Tapeba – Monitora do Projeto Etnodesenvolvimento: Ceará Indígena Pajé Barbosa – Liderança Indígena Pitaguary 12:00 h – Almoço 13:30 h – RODA DE CONVERSA: Relatos de Experiências e Trocas de Saberes – Etnia Tapeba: Antonizete, Nonata e Flávio – Etnia Kanindé de Aratuba: José Constantino – Etnia Pitaguary: Carlinhos – Etnia Tremembé: confirmar – Etnia Jenipapo Kanindé: confirmar – Etnia Anacé: confirmar 16:00 h – Lanche 16:30 h – Mística 17:30 h – Exibição do Documentário “Índio Cidadão” 19:30 h – Jantar 2º DIA – 11/12/2015_______________________________________________________________ 7:00 h – Café da Manhã 8:30 h – Intercâmbio: Visita à Experiências Produtivas e Locais Sagrados da Etnia Pitaguary 11:30 h – Almoço e Encerramento Mais informações: Assessoria de Comunicação da ADELCO – 98817.5149 ou 98868.7186

Povo Kanindé comemora cem anos

Tradição, memória, cultura e resistência. Foi assim que o povo Kanindé celebrou, no último dia 20 de novembro, a passagem do centenário do povo Kanindé. A população indígena reside nos municípios de Aratuba e Canindé. Pela manhã, os indígenas saíram em caminhada pelas ruas principais de Aratuba até a praça municipal onde fizeram a entrega de um documento com as demandas do povo indígena Kanindé à Câmara Municipal de Vereadores, Prefeitura e secretarias. O ato terminou com uma roda de toré na praça da cidade. À tarde, o evento realizou uma roda de conversa sobre a relação entre a identidade, a educação escolar indígena kanindé, a construção cultural e social entre os Kanindé, a partir da organização e luta étnica. Em seguida, a festa continuou com a degustação de comidas típicas indígenas e a mais danças indígenas. No sábado (21), um torneio e futebol animou as populações indígenas. O torneio contou com a participação dos alunos da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira). O povo Kanindé é uma das seis etnias atendidas pelo projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. São desenvolvidas ações nas áreas da agroecologia, economia solidária, turismo comunitário e museologia. FOTOS DA CAMINHADA

Jovens conhecem tecnologias sociais na aldeia indígena Jenipapo-Kanindé

Cerca de trinta jovens e adultos participaram, no último sábado (31/10), da edição do projeto “Aflorando”, uma parceria da ADELCO com o SESC. O projeto promoveu o intercâmbio das experiências socioambientais realizadas na aldeia Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, através dos projetos Matas da Encantada e Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, ambos desenvolvidos pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. Pela manhã, os participantes conheceram percorrer duas das cinco trilhas recuperadas pelo projeto Matas da Encantada: a trilha do Morro do Urubu e a da Sucurujuba. Os estudantes passaram pelos bem locais sagrados e os lugares de memória da comunidade. Ao fim do percurso, o banho na Lagoa da Encantada renovou as energias daqueles que participaram da caminhada. Fazendo trilha pela primeira vez, o estudante Werlon Marques, 18 anos, de Fortaleza, ficou encantado com o lugar. “Como eu moro na cidade é muito difícil ir ao interior, ter contato com o campo. Foi uma trilha magnífica. Penso em voltar outras vezes”, afirmou. Durante o período da tarde, o grupo conheceu as tecnologias sociais como a área de Sistema Agroflorestal, as cisternas de ferrocimento, as fossas ecológicas e os quintais produtivos. Em seguida, participaram de uma roda de conversa com a Cacique Pequena, primeira mulher a ser tornar cacique no Brasil, e conheceram o Museu Indígena Jenipapo-Kanindé. Já Amanda de Araújo, 15 anos, destaca a experiência de conhecer outras culturas. “Nunca tinha ouvido falar dos Jenipapo-Kanindé. Fiquei impressionada com a força de vontade dos indígenas. Gosto de conhecer outras culturas”, afirmou a estudante. Guilherme Sousa, 16 anos, também destaca a importância das trocas culturais. “O que mais me chamou atenção foi a cultura do lugar, porque para mim é diferente. Não sou acostumado a nada disso”, pontuou o adolescente. Clarice Araújo, analista assistencial do SESC Fortaleza, afirma que o grupo – formado pelos participantes dos projetos Pensando Verde e Aflorar, ambos desenvolvidos pelo SESC, acertou em cheio ao escolher o lugar para a troca de experiências socioambientais, uma vez que é um lugar com um grande patrimônio ambiental e possui experiências em desenvolvimento sustentável. “O que conhecemos aqui nos incentiva a replicar as experiências nos projetos que o SESC desenvolve nas comunidades”, afirmou Clarice FOTOS DA ATIVIDADE   .

Aflorando: projeto promove intercâmbio de experiências socioambientais junto ao povo Jenipapo-Kanindé

A ADELCO (Associação para Desenvolvimento Local Co-Produzido) e o SESC (Serviço Social do Comércio) promovem no próximo sábado (31/10) a edição do projeto “Aflorando” cujo objetivo é promover o intercâmbio de experiências socioambientais. O evento será realizado de 8h às 16h, na Aldeia Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE. Os participantes devem conhecer as tecnologias sociais desenvolvidas pelo Projeto Matas da Encantada e o Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, ambos desenvolvidos pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. No roteiro estão a visita às áreas dos Sistemas Agroflorestais (SAF) e aos quintais produtivos. Além disso, os visitantes deverão percorrer duas das cinco trilhas recuperadas pelo projeto Matas da Encantada: a trilha do Morro do Urubu e a da Sucurujuba. O Museu Indígena Jenipapo-Kanindé, criado há cinco anos, é um outro lugar no roteiro do intercâmbio de experiências socioambientais. O museu resgata, através de fotos e objetos, a história, a cultura e a memória do povo Jenipapo-Kanindé. O lugar conta ainda sobre a resistência dos indígenas na defesa do território da Lagoa da Encantada. Para Marciano Moreira, coordenador do projeto Matas da Encantada, a ação irá promover a troca de experiências entre projetos que trabalham a temática ambiental. “Queremos também fortalecer e consolidar o turismo comunitário de base, já que os participantes terão a oportunidade de conhecer o cotidiano de uma comunidade rural indígena”, pontuou. PROJETOS ADELCO O projeto Etnodesenvolvimento – Ceará Indígena tem como perspectiva a melhoria da qualidade de vida de comunidades indígenas do Ceará, dinamizando a economia solidária local, fortalecendo o turismo comunitário e favorecendo melhores condições de segurança alimentar, considerando sempre as diversas culturas e etnias. O público beneficiado pelo projeto são as etnias indígenas Jenipapo-Kanindé, Tapeba e Kanindé de Aratuba, além de ações de sensibilização nas comunidades Anacé, Pitaguary e Tremembé. Já o projeto Matas da Encantada Jenipapo-Kanindé visa a adoção de práticas agroecológicas de uso sustentável da terra, proteção e reflorestamento de matas nativas e Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de ações de saneamento e educação ambiental. SERVIÇO: Projeto Aflorando – troca de experiências socioambientais, dia 31 de outubro, de 8h às 16h, na aldeia Jenipapo-Kanindé, Aquiraz-CE. ₪ Programação ₪ Atividade Horário Recepção e acolhida dos participantes 08h Café da manhã 8h30 Apresentação dos participantes 9h Apresentação das tecnologias socioambientais e experiências do Projeto “Matas da Encantada” – ADELCO: Visita à área de Sistemas Agroflorestais e Quintais Produtivos 9h30 Realização das Trilhas Ecológicas (Morro do Urubu e Sucurujuba) com banho na Lagoa da Encantada 10h Almoço 12h Visita e apresentação da experiência do Museu Indígena Jenipapo-Kanindé 14h Roda de conversa com apresentação da comunidade 14h30 Lanche 15h30 Encaminhamento e Encerramento 16h  

Etnodesenvolvimento Ceará Indígena realiza visita técnica as comunidades Tapeba

O projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena realizou, nos dias 15 e 16 de outubro, visita técnica aos quintais produtivos dos povos da etnia Tapeba, em Caucaia-CE. O objetivo foi observar o desenvolvimento e o manejo dos animais entregues aos indígenas beneficiados. Ao todo o projeto, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, acompanha 17 quintais produtivos na região. Na ocasião, também foram realizadas visitas aos representantes das Mandalas, de forma a acompanhar os trabalhos realizados. Esta é outra ação desenvolvida pelo projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena na região.  

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