Fórum consolida Rede de museus indígenas do Brasil

O I Fórum dos Museus Indígenas do Brasil, o I Fórum dos Museus Indígenas do Ceará e o III Encontro de Formação dos Gestores dos Museus Indígenas do Ceará terminou no último domingo (17/05), em Aratuba, distante 137km de Fortaleza, sendo considerado um marco no fortalecimento e organização da Rede de Museus Indígenas do Brasil. Alexandre Oliveira Gomes, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explica que o encontro mostrou um amadurecimento de um processo que se iniciou há dez anos. “Estamos vendo um encontro organizado pelos indígenas e percebendo a incorporação, de fato, das noções de museologia pelos gestores destes museus”, afirmou Alexandre logo após a apresentação das experiências indígenas. Para o pesquisador João Paulo Vieira, também do projeto Historiando e consultor do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), era um sonho do projeto historiando que os indígenas pudessem contar sua história em primeira pessoa. “Uma história que foi, durante muitos anos, negada aos índios”, lembra João Paulo. Antônia Kanindé explica que “Não é o branco que mostra sobre o índio, mas o índio que mostra sua história aos brancos”, afirma a indígena que participa da monitoria do Museu Kanindé, em Aratuba. O cacique João Venâncio, da etnia Tremembé, no Ceará, vai mais além: “Nós somos museus. Os museus vivos somos nós que sabemos da história do nosso povo”, determina. Para ele, não apenas os objetos, mas as vivências e o dia a dia da comunidade fazem parte dessa história. Para o pajé Barbosa, é fundamental guardar a memória dos indígenas para as gerações futuras. “Se a gente não guardar nossa história como os curumins vão se reconhecer? Na minha cidade não tem uma linha sobre os Pitaguary. Isso é dizer que você não existe, que você não tem identidade”, afirma o líder espiritual dos Pitaguary no Ceará. A professora Marília Xavier Cury, coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do MAE-USP, explica que os indígenas têm buscado cada vez mais um fortalecimento político tanto interno quanto externo. “O museu é capaz de fazer as duas coisas, um fortalecimento interno a partir das memórias, histórias e representações, sempre olhando para o passado e projetando o futuro. Mas também tem uma grande capacidade de comunicação com a sociedade. Fala não apenas para si, mas se comunica com o outro”, explica. Marília ressalta ainda que o museu indígena é uma grande possibilidade de formar uma nova tradição para a museologia, uma vez que os espaços são organizados pelos próprios indígenas, contando suas próprias narrativas. Rompem, assim, com a museologia que possui raízes ainda no século XIX e no ocidente. “A Museologia precisa dos indígenas para se rever e inovar outras estéticas”, afirma a professora da USP. O Fórum Estiveram presentes ao evento representantes indígenas de Pernambuco, Bahia, Maranhão, Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e de nove etnias do Ceará, estado brasileiro que mais possui museus indígenas. O Fórum produziu um documento final dos representantes dos processos museológicos indígenas, apresentando suas demandas e desafios para a organização em rede nacional. O evento foi realizado pelo Museu Kanindé, da Associação Indígena dos Kanindé de Aratuba, da Escola Indígena Manoel Francisco dos Santos e da Associação para Desenvolvimento Local Co-Produzido (ADELCO), através do projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, que conta com o patrocínio da Petrobras. Na ocasião, a gestora de projetos da Petrobras, Janete Ribeiro da Mota, esteve presente ao Fórum para acompanhar as atividades.

Oficina ensina método de monitoramento popular da qualidade da água

Os estudantes da Escola Indígena Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, receberam uma aula diferente na última quinta-feira(14/05). A equipe do Projeto Matas da Encantada, projeto realizado pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, realizou uma Oficina de Monitoramento participativo e popular da água para professores e estudantes. Os estudantes aprenderam técnicas simples e didáticas de análise da qualidade da água para ser empregada na própria comunidade. O método utilizado é o do “Colipaper” que consiste no uso de cartelas com meios de cultura em forma de gel desidratado. “Aqui é feita a análise microbiológica, indicando a presença de coliformes fecais e totais que acusam se amostra de água coletada e posteriormente analisada está ou não contaminada”, explica Jorge Filipe, consultor do projeto. Para a engenheira ambiental Adelle Azevedo, técnica do projeto, “A oficina permite a obtenção de informações básicas sobre possíveis problemas de poluição e degradação das fontes de água que abastecem a aldeia Jenipapo-Kanindé”, afirma. “A proposta é que a comunidade utilize a tecnologia nas próximas análises”, complementa Adelle. Além do monitoramento popular da água, o Projeto Matas da Encantada realiza ainda o monitoramento da qualidade das águas superficial e subterrânea a partir de uma abordagem técnico-científica, com análises laboratoriais.

Ceará recebe encontro de museus indígenas do Brasil

Representantes de Museus Indígenas do Brasil estarão reunidos nos próximos dias 16 e 17 de maio, em Aratuba-CE, localizada a 120km de Fortaleza, para participar do I Fórum dos Museus Indígenas do Brasil e do I Fórum dos Museus Indígenas do Ceará. O encontro, que acontece na Semana Nacional dos Museus, será realizado no Museu Indígena Kanindé, na Aldeia Sítio Fernandes (Zona Rural, s/n, Aratuba-CE). O evento é uma realização do Museu Kanindé, da Associação Indígena dos Kanindé de Aratuba, da Escola Indígena Manoel Francisco dos Santos e da Associação para Desenvolvimento Local Co-Produzido (ADELCO), através do projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, que conta com o patrocínio da Petrobras. Participam, representantes dos museus indígenas de Pernambuco, Bahia, Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e de nove etnias do Ceará, estado brasileiro que mais possui museus indígenas. O objetivo é realizar uma troca de experiências entre os museus indígenas do Brasil, a partir do debate da temática da museologia no contexto contemporâneo. Para isso, contará com a palestra da professora doutora Marília Xavier Cury, coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do MAE-USP. O evento contará ainda com uma série de especialistas na questão e gestores públicos de Educação e Cultura, de instituições como o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade da Integração Luso-Afro-Brasileira (UNILAB), entre outras. Um dos resultados será a elaboração de um documento final dos representantes dos processos museológicos indígenas presentes ao Fórum, apresentando suas demandas e desafios para a organização em rede nacional. Na ocasião, será realizado também o III Encontro de Formação dos Gestores dos Museus Indígenas do Ceará, que discutirá o projeto pedagógico e educativo para os museus do estado, em minicurso ministrado pelos pesquisadores João Paulo Vieira Neto e Alexandre Oliveira Gomes, do Projeto Historiando. Suzenalson Kanindé, da Rede de Memória e Museus Indígenas e Rede Cearense de Museus Comunitários, explica que nos últimos anos, algumas ações foram realizadas para superar o isolamento entre as iniciativas museológicas indígenas. “Isso possibilitou que lideranças de movimentos indígenas e representantes de museus indígenas se conhecessem e passassem a interagir e se organizar em uma rede de museus de caráter nacional”, afirma Suzenalson. Para Patrick Oliveira, coordenador geral da ADELCO, o encontro fortalece a auto-organização e proporciona o reconhecimento da cultura e identidade dos povos indígenas. “Os museus demonstram ter um grande poder para reafirmar a identidade de uma etnia, valor importante na luta desses povos pela demarcação das terras e da garantia dos seus direitos”, avalia Patrick. SERVIÇO:. I Fórum dos Museus Indígenas do Brasil, I Fórum dos Museus Indígenas do Ceará, o III Encontro de Formação dos Gestores dos Museus Indígenas do Ceará. Data: 16 e 17 de maio Local: Aldeia Sítio Fernandes (Zona Rural, s/n, Aratuba-CE) CONFIRA AQUI A PROGRAMAÇÃO

 Jenipapo-Kanindé: inventário descreve a utilização das espécies vegetais

A comunidade indígena Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, recebeu ontem (07/05) mais uma oficina para a construção do Inventário participativo da fauna e da flora da região. Agora, a comunidade está concentrada em fazer o levantamento da flora, registrando de que forma são utilizadas as espécies vegetais encontradas na aldeia. A ação faz parte do projeto Matas da Encantada, realizado pela Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), com patrocínio da Petrobras. A atividade contou com a participação dos jovens da comunidade e dos idosos, em um momento marcado pela intensa troca de saberes e tradições. Para o facilitador da oficina, o geógrafo Sávio Magalhães, “a troca de ideias entre as duas gerações fortalece a cultura Jenipapo-Kanindé”, afirma. Basta um passeio pela mata para que os indígenas reconheçam as plantas utilizadas para fins medicinais, para alimentar o gado, para usar nos rituais ou aquelas usadas no artesanato. “Com o Jatobá fazemos massa para gemada. No tem remédio melhor para a gripe”, exemplifica o agricultor José Cláudio da Silva. Aos poucos, os participantes vão reconhecendo outras espécies como o Pau-Mocó, a Sipaúba, o cipó de fogo, o Pau Ferro, entre outras. O técnico do projeto, o agrônomo Davi Pinheiro, explica que o inventário da flora ajudará nas ações de reflorestamento da mata nativa que o projeto Matas da Encantada está desenvolvendo na região. Além disso, as informações irão compor o Centro de Informação Ambiental da aldeia, fortalecendo o turismo ecológico e comunitário na região. Está previsto também, uma publicação impressa sobre o tema.   FOTOS DA OFICINA

Estudantes da Unilab visitam Sistemas Agroflorestais da comunidade Jenipapo-Kanindé

Conhecer as tecnologias agrícolas na prática. Com esse objetivo os estudantes do curso de Agronomia da Universidade da Integração Internacional de Lusofonia Afrobrasileira (UNILAB) visitaram, na última sexta-feira (25/04), a comunidade Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, para saber mais sobre as duas áreas de Sistemas Agroflorestais (SAF) existentes na terra indígena. A experiência agroecológica é uma das ações do projeto Matas da Encantada, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. Guiados pelo professor e agrônomo Ambrósio de Araújo, consultor do projeto, e pelos indígenas, os estudantes acompanharam de perto a experiência da reconversão de capoeira degradada em sistemas de produção agroflorestal . Antes, a terra que era queimada para receber o plantio, agora tem adubação natural a partir do uso de adubos e da folha da carnaúba processada (bagana) cuja função é assegurar a umidade do solo. O processo vem sendo desenvolvido desde de julho de 2014. Atualmente, as áreas já receberam os cultivos de milho, feijão e gliricidia e preparam-se já para a colheita. Para a estudante Amanda Bonfim, 21, é positivo ver o funcionamento do sistema agroecológico. “Antes era apenas uma proposta, agora podemos ver a aplicação”. Já para Wilson de Souza, 28, a vivência na comunidade é mais uma prova de que é possível a agroecologia. “Às vezes as pessoas acham que é apenas uma ideologia”, afirma. “Sou apaixonado pela agroecologia. Quando for um profissional formado vou levar isso para a minha profissão”, afirma Wilson. Segundo o professor da Unilab, Ribamar Furtado, a troca de experiência no Jenipapo-Kanindé permitirá que os estudantes possam implantar um modelo de SAF no Assentamento Antônio Conselheiro, em Ocara. Nesta região, durante os próximos dois anos, os estudantes atuarão numa espécie de residência agrícola, como parte da disciplina de Práticas Agrícolas. SAIBA MAIS O SAF é um sistema agroecológico que combina a manutenção de árvores e o plantio de culturas agrícolas, com ou sem a presença de animais, em uma mesma área e ao mesmo tempo. Este modelo evita a queimada por parte dos agricultores e garante uma maior conservação e produtividade do solo. VISITA EM IMAGENS

Etnodesenvolvimento – Prática de Fruticultura na comunidade Jenipapo Kanindé

O povo indígena Jenipapo Kanindé, beneficiado com a ação de quintais produtivos do Projeto Etnodesenvolvimento – Ceará Indígena, projeto executado pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, participou, no dia 22 de abril, de prática de fruticultura com os beneficiários dos quintais e representantes do grupo da mandala na Lagoa Encantada. Foram dadas orientações sobre o plantio de mudas e realizada a prática com o plantio de uma das mudas. #assessoria

Programa de Fruticultura de transição agroecológica é apresentado aos Kanindé de Aratuba

O povo indígena Kanindé de Aratuba, beneficiados com a ação de quintais produtivos do Projeto Etnodesenvolvimento – Ceará Indígena, projeto executado pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, participaram ontem (17/04) da apresentação do programa de Fruticultura de transição agroecológica. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor as espécies frutíferas apropriadas para a região, bem como sobre adubação usando esterco animal e serapilheira, espaçamento entre mudas na ocasião do plantio, transplantio, irrigação e cuidados gerais com as mudas. As mudas frutíferas foram entregues no último dia 10 de abril, nas comunidades Balança e Fernandes, em Aratuba-CE. Foram entregues 200 mudas frutíferas que beneficiarão 13 famílias da etnia Kanindé de Aratuba. Ao todo, o projeto acompanha 29 quintais produtivos na região.

Jenipapo-Kanindé: Oficina de trilhas prepara placas de sinalização

As trilhas ecológicas da Comunidade Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, começam a ganhar uma cara nova. Ontem (15/04), a equipe do Projeto Matas da Encantada realizou mais uma etapa da oficina de trilhas. Desta vez, os jovens realizaram a pintura das placas de sinalização que devem compor os caminhos usados pelos visitantes. Foram identificados os principais atrativos socioambientais da região. Ao todo, são cinco trilhas que o visitante poderá escolher: a dos roçados, lagoa da encantada, sucurujuba, do marisco e a do morro do urubu. A partir destes caminhos, é possível ver a diversidade da flora e fauna da terra indígena, os olhos d´ água, as lagoas, bem como toda a extensão do território. O Projeto Matas da Encantada, realizado pela Adelco com o patrocínio da Petrobras, prevê a sinalização e regulamentação de trilhas no território indígena do Jenipapo-Kanindé, de acordo com os princípios do turismo comunitário, ecologicamente correto e sustentável. O projeto conta ainda com o apoio do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), através do PPP-ECOS (Programa Pequenos Projetos Ecossociais). MAIS FOTOS

Comunidades indígenas denunciam violações de direitos em Audiência Pública

Representantes das etnias Pitaguary, Tapeba, Kanindé, Tabajará e Tremembés denunciaram ontem (09/04), em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará, uma série de violações de direito que os povos indígenas estão sofrendo em seus territórios e cobraram a retomada dos processos de demarcação de terra indígena no estado. Na ocasião, a ADELCO (Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido) participou da mesa com Patrick Oliveira, coordenador geral da instituição. Participou também da audiência Maristela Pinheiro, coordenadora do projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, projeto que tem o patrocínio da Petrobras. Segundo Weibe Tapeba, presidente da Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Ceara (COPICE), o Estado do Ceará é um dos mais atrasados em relação à demarcação das Terras. Das 22 terras indígenas, conta apenas com um processo totalmente concluído. “Nossos territórios estão sendo invadidos todos os dias: invadidos pela poluição, pelas queimadas, pela especulação imobiliária, pela falta de demarcação das terras. Estamos num cenário de violação em que precisamos de atuação”, afirma Weibe. O procurador Francisco Araújo, do Ministério Público Federal, denunciou ainda que a ausência de demarcação de terras tem levado a situações como tráfico de drogas e ameaça de morte dentro dos territórios indígenas, uma vez que há uma indefinição de quais instituições públicas podem atuar no território. No caso dos indígenas, a proteção é de competência da Polícia Federal. Para o deputado estadual Renato Roseno (PSOL), requerente da audiência, a violação dos direitos indígenas e as vulnerabilidades à terra e ao território estão relacionados as disputas com o agronegócio, modelo agrícola predominante no Brasil. “O agronegócio não respeita os direitos indígenas conquistados na Constituição de 88. São direitos que ainda nem foram colocados em prática”, afirma Roseno. O parlamentar criticou ainda o desarquivamento pelo Congresso Nacional da PEC 215, que versa sobre a demarcação das terras indígenas. Patrick Oliveira, coordenador geral da ADELCO, destacou que além das violações de terra, ocorre também uma violação ao direito à consulta, previsto na convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura a autodeterminação dos povos. “Esse direito à consulta nunca foi respeitado e nem é regulamentado”, afirma. Patrick sugeriu que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia possa contribuir com a regulamentação deste direito. Ao fim da audiência, a Comissão de Direitos Humanos comprometeu-se em criar uma comissão para visitar as áreas de conflito no Ceará. Além disso, um ofício será encaminhado ao Ministério da Justiça, solicitando informações sobre os processos demarcatórios no estado. A Audiência Pública contou ainda com representantes da Associação Missão Tremembé, do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza (CDPDH), do Instituto de Desenvolvimento Agrário (Idace), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Sesai/MS) e da FUNAI. MAIS FOTOS   #assessoria  

Índios do povo Jenipapo-Kanindé celebram 15ª edição da Festa Marco Vivo nos dias 8 e 9 de abril

Comemoração acontece na comunidade Lagoa da Encantada, em Aquiraz, e visa afirmar a identidade do povo Jenipapo-Kanindé Uma celebração da vida, das conquistas e da luta. Os índios do povo Jenipapo-Kanindé (comunidade Lagoa da Encantada – Aquiraz) comemoram, nos próximos dias 8 e 9 de abril, a 15ª edição da Festa do Marco Vivo. Um ritual realizado todos os anos, o festejo representa a reafirmação das identidades culturais, um ritual ecológico e sustentável, um dia de agradecimento e de união de diversos povos do Ceará. O ritual do Marco Vivo reunirá os povos indígenas em orações, danças e encontro com seus ancestrais. A programação conta com diversas atividades, entre elas: rodas de conversa, ritual do toré e a plantação do pau do Marco Vivo. Ao fim da tarde, o tronco de yburana será plantado no chão, para dali nascer uma nova árvore, mais uma para contar a história desse povo, assim como outras 14 árvores, que são fincadas desde 1997, primeiro ano do Marco Vivo. Em cantos e rezas, os índios dançarão o toré ao redor da yburana para celebrar a vida. Imburana (Commiphora leptophloeos) é uma árvore nativa da caatinga. Seu nome popular se deve à corruptela das palavras em língua tupi y-mb-ú (árvore de água) e ra-na (falso), formando assim a palavra imburana (falso imbu). A ADELCO conta hoje com três projetos na comunidade, dois patrocinados pela Petrobras e um apoiado pelo ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza): Matas da Encantada e o Etnodesenvolvimento e SAF (Sistema Agroflorestal) respetivamente. A entidade participa e apoia a luta desse povo. Saiba mais A Festa do Marco Vivo é também uma celebração à natureza. O senso de preservação dos índios Jenipapo-Kanindé é tanto que até mesmo um tronco de árvore que arrancam para o ritual é, por isso mesmo, replantado em outro lugar, para multiplicar a vida. Além de viverem da pesca, da agricultura e da pecuária, os índios desenvolvem o turismo comunitário e ecológico pela Lagoa Encantada. Além do refrescante banho de lagoa, são muitas as áreas boas para trilha. No meio do caminho, lindas paisagens de uma natureza que quer se manter distante da ação invasiva do homem. Confira a programação do Marco Vivo 2015 15ª Festa do Marco-Vivo – dias 8 e 9 de Abril de 2015 Tema: Terra, Saúde e Educação Dia 8 de abril 19h – jantar dos convidados Dia 9 de abril 8h – Café da Manhã Comunitário 9h – Benção da Cacique Pequena e Roda de Toré 9h10m: Café da Manhã 10h30min: Roda de Conversa com Entidades Não Governamentais e Entidades Governamentais sobre o tema “Terra, Saúde e Educação” 12h: Almoço Comunitário 14h: Retorno às atividades Lançamento do CD “Beleza da Vida” de autoria da Cacique Pequena seguida dos parabéns pelos 15 anos do Marco Vivo 15h: Apresentações culturais do Grupo Kunhã Apyara e grupo Água Pé 15h30min: Agradecimentos e em seguida Toré 16h: Caminhada com a Yburana 18h: Encerramento e jantar Contatos: Preá (87365696) ou Assessoria de Imprensa da Adelco (Ivna Girão – 8817.5149 ou Isabelle Azevedo – 9962.4420) #assessoria

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