ADELCO participa da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista
A ADELCO, enquanto organização indigenista, está participando da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista. O Coordenador Geral da associação, Patrick Oliveira, está representando a entidade na etapa nacional. A atividade começa hoje (dia 14 de dezembro), em Brasília, e conta com a participação de 1.888 representantes indicados e natos. Confira aqui a programação: http://goo.gl/M8pFRL #assessoria
Práticas agroecológicas mantém tradição e cultura indígena
A alimentação e as práticas agrícolas agroecológicas vem garantindo a preservação da cultura e dos saberes tradicionais dos indígenas. Foi sobre esses saberes que o Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, o Seminário e o intercâmbio “Agroecologia: saberes indígenas e segurança alimentar”, na aldeia do povo indígena Pitaguary. Durante os dois dias, representantes dos povos Tapeba, Pitguary, Kanindé de Aratuba e Anacé, compartilharam entre si as experiências vivenciadas no campo, seja através da agricultura, da criação de animais, ou mesmo do artesanato. Pela manhã do dia 10, o seminário contou com a presença de Malvinier Macedo, presidenta do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará (Consea/CE). Malvinier resgatou junto aos indígenas a importância dos alimentos para a saúde. Segundo ela, dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que o quadro de desnutrição infantil em crianças indígenas é vinte vezes maior do que em crianças não indígenas. “É fundamental resgatar e valorizar os alimentos que conhecemos, preservar o conhecimento, se informar sobre o que estamos consumindo”, afirmou Malvinier. Antonizete Tapeba, que possui um quintal produtivo em sua casa, destacou que os filhos são acostumados a comer as coisas que ela produz. “Vim conhecer esse arroz que a gente come hoje só aos 9 anos. Antes, comíamos arroz xerém de milho e o arroz roxo”. Ainda dentro da programação do seminário, os indígenas realizaram trocas de sementes, a exemplo do feijão andu e de sementes usadas em artesanato. Também participaram de um intercâmbio pelo território sagrado dos Pitaguary e pela produção agroecológica do Cacique Daniel, também da etnia Pitaguary. Para Marciane Tapeba, é fundamental usar a agroecologia como resistência. “Para nós povos indígenas, a nossa maior bandeira é o território. E não apenas o território como terra, mas é o bem viver, é o cultivo, é viver em harmonia. O território é a nossa mãe, por isso estamos nessa perspectiva de fortalecer a nossa luta e as nossas práticas agrícolas também”, afirmou a jovem que é uma das monitoras do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena. Os participantes do seminário são beneficiários do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena que trabalha com a implantação de quintais produtivos e mandalas nas etnias atendidas pelo projeto. Ao todo, o projeto beneficia 66 quintais produtivos, com produção de frutíferas, criação de aves, ovinos e suínos. CONFIRA AQUI FOTOS DO SEMINÁRIO
Primeiro dia do Seminário “Agroecologia: saberes indígenas e segurança alimentar”
Confira fotos do primeiro do Seminário “Agroecologia: saberes indígenas e segurança alimentar”, realizado no dia 10 de dezembro, no povo Pitaguary. Presença da presidenta do CONSEA-CE, Malvinier Macedo. O evento foi marcado por intensa troca de saberes entre os indígenas das etnias Tapeba, Pitaguary e Kanindé de Aratuba.
Povo Kanindé comemora cem anos
Tradição, memória, cultura e resistência. Foi assim que o povo Kanindé celebrou, no último dia 20 de novembro, a passagem do centenário do povo Kanindé. A população indígena reside nos municípios de Aratuba e Canindé. Pela manhã, os indígenas saíram em caminhada pelas ruas principais de Aratuba até a praça municipal onde fizeram a entrega de um documento com as demandas do povo indígena Kanindé à Câmara Municipal de Vereadores, Prefeitura e secretarias. O ato terminou com uma roda de toré na praça da cidade. À tarde, o evento realizou uma roda de conversa sobre a relação entre a identidade, a educação escolar indígena kanindé, a construção cultural e social entre os Kanindé, a partir da organização e luta étnica. Em seguida, a festa continuou com a degustação de comidas típicas indígenas e a mais danças indígenas. No sábado (21), um torneio e futebol animou as populações indígenas. O torneio contou com a participação dos alunos da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira). O povo Kanindé é uma das seis etnias atendidas pelo projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. São desenvolvidas ações nas áreas da agroecologia, economia solidária, turismo comunitário e museologia. FOTOS DA CAMINHADA
I MARCHA DA TERRA: POVOS INDÍGENAS DO CEARÁ: TODOS CONTRA A PEC 215 – Dia 19 de novembro.
I MARCHA DA TERRA: POVOS INDÍGENAS DO CEARÁ: TODOS CONTRA A PEC 215 – Dia 19 de novembro. A concentração ocorrerá a partir das 8h na Praça da Bandeira no Centro de Fortaleza e seguirá até o Palácio da Abolição (Sede do Governo Estadual). A despeito dessas violações e ataques, destacamos a tramitação da PEC 215 que tem como objeto a transferência de demarcação de Terras Indígenas, titulação de áreas quilombolas e constituição de Unidades Conservação para o Congresso Nacional, alterando o Artigo 231 da CF/88 e a decisão de instalação da CPI da FUNAI e INCRA que tenta por meio dessa dificultar ainda mais a atuação do órgão indigenista oficial do Estado Brasileiro na iniciativa e condução do processo de regularização de terras indígenas no Brasil. Diante desse contexto, o movimento indígena cearense tomou a decisão de realizar a I Marcha da Terra, que foi deliberada na XX Assembleia Estadual dos Povos Indígenas do Ceará, realizada em Setembro desse ano na T.I Tremembé no Município de Itarema. A marcha terá como tema: “Povos Indígenas do Ceará, todos contra a PEC 215”, e tem por objetivo dar visibilidade a todo cenário de violações e tentativa de retrocesso frente aos direitos constitucionais até aqui conquistados pelos povos indígenas. Somos convicto que para gozarmos das boas políticas públicas em nossas comunidades é necessário termos nossos territórios livres de posseiros e suas ameaças, garantindo o usufruto do nosso território por nossas comunidades e o direito a nossa reprodução física e cultural, como posto no texto constitucional. Terra Demarcada, Vida Garantida! Todos os Povos Indígenas do Ceará, Unidos contra a PEC 215 Realização: COPICE #assessoria
Aflorando: projeto promove intercâmbio de experiências socioambientais junto ao povo Jenipapo-Kanindé
A ADELCO (Associação para Desenvolvimento Local Co-Produzido) e o SESC (Serviço Social do Comércio) promovem no próximo sábado (31/10) a edição do projeto “Aflorando” cujo objetivo é promover o intercâmbio de experiências socioambientais. O evento será realizado de 8h às 16h, na Aldeia Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE. Os participantes devem conhecer as tecnologias sociais desenvolvidas pelo Projeto Matas da Encantada e o Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, ambos desenvolvidos pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. No roteiro estão a visita às áreas dos Sistemas Agroflorestais (SAF) e aos quintais produtivos. Além disso, os visitantes deverão percorrer duas das cinco trilhas recuperadas pelo projeto Matas da Encantada: a trilha do Morro do Urubu e a da Sucurujuba. O Museu Indígena Jenipapo-Kanindé, criado há cinco anos, é um outro lugar no roteiro do intercâmbio de experiências socioambientais. O museu resgata, através de fotos e objetos, a história, a cultura e a memória do povo Jenipapo-Kanindé. O lugar conta ainda sobre a resistência dos indígenas na defesa do território da Lagoa da Encantada. Para Marciano Moreira, coordenador do projeto Matas da Encantada, a ação irá promover a troca de experiências entre projetos que trabalham a temática ambiental. “Queremos também fortalecer e consolidar o turismo comunitário de base, já que os participantes terão a oportunidade de conhecer o cotidiano de uma comunidade rural indígena”, pontuou. PROJETOS ADELCO O projeto Etnodesenvolvimento – Ceará Indígena tem como perspectiva a melhoria da qualidade de vida de comunidades indígenas do Ceará, dinamizando a economia solidária local, fortalecendo o turismo comunitário e favorecendo melhores condições de segurança alimentar, considerando sempre as diversas culturas e etnias. O público beneficiado pelo projeto são as etnias indígenas Jenipapo-Kanindé, Tapeba e Kanindé de Aratuba, além de ações de sensibilização nas comunidades Anacé, Pitaguary e Tremembé. Já o projeto Matas da Encantada Jenipapo-Kanindé visa a adoção de práticas agroecológicas de uso sustentável da terra, proteção e reflorestamento de matas nativas e Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de ações de saneamento e educação ambiental. SERVIÇO: Projeto Aflorando – troca de experiências socioambientais, dia 31 de outubro, de 8h às 16h, na aldeia Jenipapo-Kanindé, Aquiraz-CE. ₪ Programação ₪ Atividade Horário Recepção e acolhida dos participantes 08h Café da manhã 8h30 Apresentação dos participantes 9h Apresentação das tecnologias socioambientais e experiências do Projeto “Matas da Encantada” – ADELCO: Visita à área de Sistemas Agroflorestais e Quintais Produtivos 9h30 Realização das Trilhas Ecológicas (Morro do Urubu e Sucurujuba) com banho na Lagoa da Encantada 10h Almoço 12h Visita e apresentação da experiência do Museu Indígena Jenipapo-Kanindé 14h Roda de conversa com apresentação da comunidade 14h30 Lanche 15h30 Encaminhamento e Encerramento 16h
Etnodesenvolvimento Ceará Indígena realiza visita técnica as comunidades Tapeba
O projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena realizou, nos dias 15 e 16 de outubro, visita técnica aos quintais produtivos dos povos da etnia Tapeba, em Caucaia-CE. O objetivo foi observar o desenvolvimento e o manejo dos animais entregues aos indígenas beneficiados. Ao todo o projeto, desenvolvido pela ADELCO com patrocínio da Petrobras, acompanha 17 quintais produtivos na região. Na ocasião, também foram realizadas visitas aos representantes das Mandalas, de forma a acompanhar os trabalhos realizados. Esta é outra ação desenvolvida pelo projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena na região.
ACITA comemora 30 anos e presta homenagem a indígenas e parceiros
O Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará esteve em festa na tarde de ontem (14/10). Os mais de cem indígenas da etnia Tapeba vestiram a indumentária do índio guerreiro para comemorar os 30 anos da Associação das Comunidades dos Índios Tapebas de Caucaia (ACITA), em uma Sessão Solene marcada por homenagens a indígenas e parceiros e apresentação das danças tradicionais Tapeba. A Associação para o Desenvolvimento Local Co-Produzido (ADELCO) foi uma das homenageadas pelo apoio a luta e a resistência do povo Tapeba, que há 30 anos busca a demarcação de suas terras, em Caucaia. Na ocasião, a instituição foi representada por Adelle Azevedo, atual presidenta da ADELCO. Foram homenageados ainda o Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza (CDPDH), a missionária Maria Amélia Leite; o antropólogo Henyo Barreto; Dourado Tapeba, da APOINME; a pajé Raimunda Tapeba; o cacique Alberto Tapeba e Weibe Tapeba. Os troncos velhos, que tombaram na luta, também foram lembrados. Receberam placas comemorativas Alfredo Tapeba e Pichilinga Tapeba (in memorian), representados pelas filhas Bruna Tapeba e Josiane Tapeba, respectivamente. Requerente da sessão solene, o deputado Elmano de Freitas (PT), afirmou que há uma dívida histórica com o povo indígena e pediu perdão pelos massacres cometidos no Brasil e no Ceará. Para o antropólogo Heynio Barreto, um dos homenageados, a homenagem a ACITA expressa o apoio a causa indígena. “Uma organização que persiste tanto tempo é uma expressão de força, vitalidade e resistência”, afirmou. Weiber Tapeba, presidente da ACITA, ressaltou que os 30 anos de luta da instituição foram marcados pela resistência contra as violações dos direitos indígenas. Para ELE, o cenário avançou muito no Ceará com a abertura de diálogo com o Estado. “Se aqui no Ceará temos parlamentares comprometidos com a causa, no Congresso Nacional é totalmente diferente. Basta ver a PEC 215 que, se aprovada, vai colocar em xeque as demarcações de terras já realizadas e vai impedir que novas aconteçam”, destacou a liderança indígena. Estiveram presentes à sessão solene a coordenadora de Políticas Públicas para a Promoção de Igualdade Racial do Governo do Ceará, Zelma Madeira; o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Eduardo Desidério; e o coordenador da Coordenadoria Especial dos Direitos Humanos, Dimitri Cruz. FOTOS DA SESSÃO SOLENE
NOTA DE PESAR – João Ambrósio de Araújo Filho
A equipe da ADELCO recebeu com imensa tristeza o comunicado do falecimento do Professor João Ambrósio de Araújo Filho, um dos maiores especialistas em manejo pastoril em área de Caatinga. Sem dúvidas, uma perda irreparável para a pesquisa científica e para a sustentabilidade no semiárido. Ambrósio faleceu ontem, 12 de outubro, dia do Agrônomo. Ambrósio foi professor adjunto da UFC (1970-1984) e da Universidade Estadual Vale do Acaraú (1994-2012), pesquisador da Embrapa (1984-2006), membro do Comitê de Zootecnia e Medicina Veterinária (1990-1992) e membro do Governing Board do Icrisat (Instituto Internacional de Pesquisa em Colheitas para os Trópicos Semiáridos – Índia, 2001-2003). Prestou consultoria ao projeto Matas da Encantada, desenvolvido pela ADELCO na aldeia Indígena Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE. O professor colaborou na implantação de duas áreas de Sistemas Agroflorestais (SAF) na região. O velório e sepultamento serão no Cemitério Jardim Metropolitano, em Fortaleza, nesta terça-feira, 13 de outubro, às 16h. À família, amigos, profissionais e alunos, nossas condolências e votos de pesar. Equipe ADELCO
Kanindé de Aratuba: indígenas recebem animais para quintais produtivos
Na última sexta-feira, 02 de outubro, na aldeia Balança, em Aratuba, foi realizada a entrega de animais para beneficiários dos quintais produtivos. A ação é parte do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena, realizado pela ADELCO com patrocínio da Petrobras. Rafaella Gondim, técnica do projeto, explica que para que o processo fosse feito de forma democrática, os animais foram sorteados no momento da entrega. Ao todo, o projeto acompanha 29 quintais produtivos na região.