Adelco divulga artigo sobre os desafios da juventude indígena em 2017
A Adelco inicia 2018 com diversas atividades internas e externas, uma delas é o balanço e a avaliação que fizemos dos processos políticos que a juventude indígena passou em 2017. Processos estes que pudemos acompanhar de perto com orgulho, graças ao financiamento da União Europeia e ao apoio do Governo do Estado do Ceará. Para iniciar o ano dando visibilidade às pautas desta juventude, a Adelco articulou dois momentos: o primeiro deles foi o artigo de opinião publicado no jornal O Povo, na sexta-feira, 22 (texto abaixo). A segunda estratégia é nossa participação no primeiro Rádio Debate do ano, na Universitária FM (107,9), ao vivo, onde participaremos junto com o João Kennedy Tapeba, da Cojice, e David Barros, coordenador de política de juventude do Governo do Ceará. Leia o artigo na íntegra, abaixo: 2017, o ano da Juventude Indígena no Ceará Falar da juventude indígena causa estranhamento em algumas pessoas: o que andam fazendo e querendo? O desconhecimento da cultura dos povos tradicionais faz com que pessoas nem considerem a afirmação étnica dos índios que usam celular, calça jeans ou fazem faculdade. Fotografia feita do jornal O Povo impresso, no dia da publicação, em 19.01.18. O Ceará possui uma população de 10.390 jovens com idade entre 15 e 29 anos, presente nos 18 municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Ceará (dados SIASI, 2016). A maioria encontra-se em terras em que os processos de demarcação não foram concluídos ou sequer foram iniciados. A verdade é que das 25 terras reivindicadas como áreas indígenas, apenas uma foi homologada. Nós da Adelco, instituição cearense indigenista, acompanhamos os processos de organização desta juventude desde 2014, quando formou-se a Comissão de Juventude Indígena do Ceará (Cojice), que representa as 14 etnias do Estado. No final de 2016, a Cojice começou a consolidar-se, quando, a partir de um financiamento do Fundo Brasil de Direitos Humanos, retomaram o processo de organização e realizaram diversos encontros. Em 2017 participaram de atividades para discutir pautas tradicionais, como: demarcação da terra, marco temporal, espiritualidade e outras inéditas como: sexualidade, gênero, comunicação. Realizaram uma audiência pública sobre as violências sofridas pela juventude, lançaram um documentário na Assembleia Legislativa e marcaram boa presença na Assembleia Estadual dos Povos Indígenas do Ceará. Depois disso, novos encontros promovidos pelo Projeto Urucum, desenvolvido pela Adelco, Esplar, União Europeia e Governo do Estado, propiciaram aos jovens eleger uma nova coordenação para a Cojice e abrir novos canais de articulação e comunicação. No campo cultural, foi a primeira vez que jovens indígenas expuseram suas fotografias como protagonistas. Os desafios são levantar outras bandeiras que fortaleçam a luta pela terra, além de garantir a formulação de políticas públicas específicas. A Cojice também precisará manter sua dinâmica, uma vez que as dimensões territoriais e a ausência de financiamento são grandes obstáculos. Adelle Azevedo Coordenadora de projeto da Adelco adelco@localhost Leia direto do O Povo aqui. Fonte: Comunicação Adelco
Adelco facilita planejamento da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará
O Projeto Urucum realizou, entre os dias 20 e 21 de janeiro, na Escola Indígena Índio Tapeba, em Caucaia, uma oficina para a construção do Planejamento Estratégico da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince). O Urucum é desenvolvido pela Adelco, em parceria com o Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, com o financiamento da União Europeia, “Acreditamos que o planejamento construido durante estes dois dias fortalecerá a autonomia político-organizativa da Fepoince. O projeto Urucum existe para isso e a Adelco acredita que é desta forma que o movimento indígena ganha”, destacou Adelle Azevedo, coordenadora do projeto. Além da presença da coordenação do projeto, a atividade contou com o sociólogo e técnico do projeto, Artur Alves, e foi facilitada pela convidada Suzany Costa, cientista social com formação em gestão do terceiro setor e consultora associada do Instituto Fonte, desde 2015. Durante o final de semana, a Fepoince planejou suas ações para os próximos dois anos, definiu os seus eixos estratégicos e propôs atividades. Os representantes da diretoria, jovens, lideranças, caciques e pajés participaram desse momento. O Planejamento Estratégico será apresentado em abril durante a posse dos Conselheiros Distritais de Saúde. A Adelco foi importante colaboradora para que o encontro acontecesse, garantindo a alimentação, o transporte das lideranças até o local e levando a facilitadora do momento. Fonte: Comunicação Adelco
Adelco acompanha entrega das unidades habitacionais para o Povo Anacé
O Governador do Estado, Camilo Santana, realizou a entrega de 543 hectares de obras. Casas, posto de saúde, acesso viário, vias internas, além de sistemas de energia elétrica, iluminação pública, caixas d’água e poços profundos, esgotos e drenagem foram construídos no terreno. A solenidade contou a com a presença do presidente nacional da Funai, Franklimberg Ribeiro de Freitas. A Adelco acompanha as instituições indígenas no Ceará, dentre elas o Conselho Indígena do Povo Anacé, também por isso fez questão de acompanhar a entrega das obras. Adelle Azevedo, coordenadora de projetos da Adelco, esteve na solenidade e fala que o evento foi festivo, mas que é preciso ficar atento: “É preciso fazer um trabalho de viabilidade econômica dessas pessoas: onde e como tirarão suas fontes de renda? Além disso, é preciso fazer com que o povo Anacé se sita em casa, afinal, as memórias e as tradições estão muito ligadas à terra e isso não pode ser perdido”. Conheça um pouco da luta dos Anacés O Povo Anacé foi removido das suas terras, em São Gonçalo, para a construção do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. As aldeias de Baixa das Carnaúbas, Matões, Corrupião e Bolso, do Povo Anacé, foram retiradas dos seus territórios, locais sagrados, das suas ancestralidades e sua memória afetiva, perdidos por causa da remoção. A Adelco acompanha as 14 etnias indígenas, nos 18 municípios do Ceará, e realizou o Diagnóstico e Estudo de Linha de Base: projeto fortalecendo a autonomia político-organizativa dos povos indígenas. O documento registra, dentre vários números, a situação das terras indígenas no estado: Reivindicadas: 25 Sem providências: 11 Em estudo: 06 Demarcada: 01 Declaradas: 05 Homologada: 01 A última terra demarcada é a dos Tapebas, em Caucaia, que agora passa pela homologação, passo este que depende da assinatura do presidente Michel Temer. Franklimberg Ribeiro de Freitas, presidente nacional da Funai, realiza fala no evento. O presidente Franklimberg Ribeiro de Freitas cumpre outras agendas nesta semana, no Ceará: – 06/02 – reunião com os Anacé da Terra Indígena, a tarde – 07/02 – reunião com os servidores na Funai – Coordenação Regional Nordeste 2 Fonte: Comunicação Adelco
Vocês fizeram um diagnóstico que nunca vi no Brasil”, afirma Vincent Brackelaire, encarregado da União Europeia
Durante os dias 21 a 28 de março a Adelco e o Esplar recebem a visita de Vincent Brackelaire, antropólogo encarregado pela União Europeia para acompanhar o projeto Urucum – Fortalecendo a autonomia político-organizativa dos povos indígenas. A Missão chama-se Monitoramento Orientado de Resultados (Results Oriented Monitoring – ROM) dos projetos financiados pela União Europeia, realizados em cada região da América Latina e do Caribe por uma equipe de peritos independentes contratados. Em reunião com os profissionais do projeto Urucum, na sede da Adelco, nesta quarta, 21, Vincent contou sobre a importância que deu a tudo que leu sobre o projeto: “Vocês fizeram um diagnóstico que nunca vi no Brasil”, aponta. O antropólogo refere-se ao documento de Linha de Base, realizado no início do projeto e que serviu como ponto de partida para as ações do projeto Urucum. Vincent destacou ainda que a equipe fez mais do que um Relatório de Linha de Base, mas sim “um instrumento importante de luta dos movimentos indígenas que precisa ser valorizado”, destacou. Para ter acesso ao Diagnóstico completo, clique aqui. Vincent cumpre uma agenda que inclui reuniões internas, de acompanhamento de relatórios e impactos do projeto em dados; mas também agendas externas, de visita a sede da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince), a sede da Articulação das Mulheres Indígenas do Ceará (Amice), em Maracanaú, vai encontrar lideranças jovens da Comissão da Juventude Indígena do Ceará (Cojice) e outras lideranças do movimento indígena. Fonte: Comunicação Adelco
Aldeia Monguba realiza planejamento para 2018
O encontro aconteceu no último dia 26 de fevereiro, na casa de apoio da Aldeia Monguba. Pajé Barbosa, liderança importante do povo Pitaguary, falou sobre a necessidade de reorganizar os indígenas de Monguba para desenvolver projetos. Para ele, é importante proteger as áreas de valor ambiental, tanto por causa da área da pedreira, que fica dentro da área do Povo Pitaguary, como pela transnordestina, que irá retirar famílias que vivem próximo aos trilhos. No encontro, foram decididos encaminhamentos para temas como: escola, saúde, organização da comunidade para os visitantes, cadastros dos artesãos, festas importantes para a comunidade. Marciano Moreira, coordenador de projeto da Adelco, destaca as ações da Adelco nas aldeias Pitaguary e reforça a parceria. “Trabalhamos no processo de cuidado do meio ambiente e do solo da aldeia, instalando fossas e cisternas; também trabalhamos e demos nosso apoio ao turismo comunitário, exaltando os processos culturais. A nossa perspectiva é que os trabalhos da Adelco, de fortalecimento do Povo Pitaguary, continuem em 2018”. Fonte: Comunicação Adelco
Adelco contrata assessor/a técnico/a para projeto
Há vaga! Se você tem formação em Ciências Humanas (Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Pedagogia, História, Direito ou afins) e tem experiência com aldeias indígenas, manda seu currículo pra gente! Os/as interessadas/os deverão enviar currículo e carta justificando o interesse pelo cargo (a carta é classificatória) até o dia 28 de Janeiro de 2018. O regime de trabalho é de 30 horas semanais, carteira assinada, vale alimentação e plano dentário. O/a profissional escolhido/a trabalhará no projeto Urucum, desenvolvido pela Adelco em parceria com o Esplar, junto às 14 etnias do Estado do Ceará, presentes em 19 municípios. Este projeto pretende contribuir para o fortalecimento das capacidades de gestão e de intervenção social e política das associações indígenas e suas principais representações estaduais. Veja o Edital Seleção Assessor Técnico Urucum aqui e saiba dos detalhes. Fonte: Comunicação Adelco
Povo Tremembé da Barra do Mundaú prepara IX Festa do Murici e do Batiputá
A Adelco parabeniza a organização do evento e reafirma a importância de ações como esta para a resistência da população indígena no Ceará. Começa nesta terça, 09, e segue até o dia 13 de janeiro a IX Festa do Murici e do Batiputá do Povo Tremembé da Barra do Mundaú. A festa reafirma a cultura e a existência do Povo Tremembé e toda sua luta pela demarcação se suas terras. É festa! É resistência! Sobre o Povo Tremembé Habitam as terras indígenas de Queimadas (Acaraú-Ce), Barra do Mundaú (Itapipoca-Ce), Almofala, Santo Antônio, Córrego do João Pereira e Camundongo (Itarema-Ce). Segundo dados do Diagnóstico e Estudo de Linha de Base do Projeto Urucum, desenvolvido pela Adelco, em parceria do o Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, com dados do Distrito Especial de Saúde Indígena no Ceará, são 3817 indígenas Tremembé no estado. Fonte: Comunicação Adelco