Técnica da Fundação Interamericana visita o Povo Tremembé de Almofala
Juliana Menucci, técnica da Fundação Interamericana (IAF), veio a Fortaleza numa visita de monitoramento do Projeto Maracas – Saneamento ecológico e turismo solidário indígena. A IAF é a instituição financiadora da iniciativa coordenada pela Adelco, em parceria com as etnias Pitaguary e Tremembé de Almofala e a Fundação Nacional do Índio (Funai). A visita aconteceu durante os dias 07 e 08 de maio, quando Juliana teve a oportunidade de conversar com os técnicos da Adelco sobre o uso dos recursos e as realizações do projeto. Ela também visitou os equipamentos da Aldeia da Praia, do povo Tremembé de Almofala. Jovens e lideranças, como o Cacique João Venâncio, participaram da conversa que ajudou Juliana a entender quais os impactos reais do projeto na vida daquele povo, como a Maloca e o Acervo Tremembé, construções realizadas com recurso do projeto. As formações para atuar com Turismo comunitário também são marcas do Projeto Maracas, que ajudou a organizar a sinalização das trilhas ecológicas, aproveitar a culinária local para encantar visitantes e outros traços da cultura, promovendo um turismo de respeito às tradições. Marciano Moreira, coordenador do Maracas, organizou a visita da técnica e ressalta: “O acompanhamento assim tão de perto do financiador nos dá a segurança e a certeza de que estamos no caminho certo”, conta. Mais sobre o projeto O projeto Maracas – Saneamento ecológico e turismo solidário indígena busca melhorar a qualidade de vida de comunidades indígenas no Ceará favorecendo maiores e melhores condições de saneamento ambiental e fortalecendo o turismo comunitário. Os princípios da iniciativa são: o fortalecimento da cultura e da identidade étnica; autodeterminação e a territorialidade; e a autogestão. Fonte: Comunicação Adelco
Organizações Indígenas e Adelco criam Comitê de acompanhamento
O encontro aconteceu na Aldeia Monguba, em Pacatuba, na sede da FEPOINCE, no último dia 25 de maio, e teve como objetivo apresentar atividades já realizadas, discutir as Recomendações da Missão da União Europeia (UE), que aconteceu entre os dias 21 e 28 de março (ver mais informações aqui), e planejar novas atividades do Projeto Urucum – Fortalecendo a Autonomia Político-organizativa dos Povos Indígenas do Ceará. O projeto é executado pela Adelco, em parceria com o Esplar e financiado pela UE. “O Comitê é um importante espaço de diálogo entre os beneficiários, que são as organizações indígenas, e a gerência do projeto, que é feita pela Adelco e Esplar, para que haja maior monitoramento e participação dos povos indígenas na gestão e nas próximas etapas do projeto Urucum”, explicou Adelle Azevedo, engenheira ambiental e coordenadora executiva da Adelco. Estiveram presentes junto com a Adelco, representantes das quatro organizações indígenas estaduais e do Esplar. As organizações estaduais são Associação das Mulheres Indígenas do Ceará (AMICE), Organização dos Professores Indígenas do Ceará (OPRINCE), Comissão da Juventude Indígena do Ceará (COJICE), Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do NE, MG e ES (APOINME) e a Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (FEPOINCE). Para Lourdes Vieira, advogada e coordenadora de projetos da Adelco, “momentos como este enriquecem a execução do Urucum e dão mais segurança de que estamos no caminho certo”. O próximo encontro do comitê será realizado durante a Assembleia da APOINME, em julho de 2018. Fonte: Comunicação Adelco
Pitaguarys iniciam a sinalização das suas trilhas ecológicas
Nos dias 28 e 29 de março, na Aldeia de Monguba, em Pacatuba-CE, foram iniciadas as atividades de sinalização ambiental e etnocultural no território Pitaguary. Foi realizada uma oficina de pintura artesanal das placas de madeira que identificam os elementos ambientais e socioculturais do Povo Pitaguary. A atividade faz parte da ação do projeto Maracas, que poia as iniciativas de organização e fortalecimento do turismo etnocultural ou turismo comunitário. A atividade teve como facilitador o indígena Benício Pitaguary, artista plástico e estudante de Geografia, que conduziu as etapas de preparação e pintura das placas de sinalização. O momento contou com a participação de crianças, professores da Escola Indígena Ita-ara, jovens e lideranças Pitaguary. A oficina aconteceu na Casa de Apoio, localizada na aldeia de da Monguba. As placas indicam pontos dos atrativos turísticos no território, orientando visitantes sobre as trilhas etnoecológicas, espaços e equipamentos comunitários (casa de apoio, museu Pitaguary, Escola Indígena etc.). Na etapa seguinte, após a finalização das pinturas de todas as placas, séra da instaladas em seus pontos definidos. As placas identificam ambientes, trilhas, equipamentos e setas de orientação aos visitantes. A ação visa estruturar e organizar a proposta de turismo comunitário que os Pitaguary tem desenvolvido em seu território indígena. Conheça mais sobre o projeto Maracas aqui. Fonte: Comunicação Adelco
Adelco contrata assessor/a técnico/a para projeto
Há vaga! Se você tem formação em Ciências Humanas (Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Pedagogia, História, Direito ou afins) e tem experiência com aldeias indígenas, manda seu currículo pra gente! Os/as interessadas/os deverão enviar currículo e carta justificando o interesse pelo cargo (a carta é classificatória) até o dia 28 de Janeiro de 2018. O regime de trabalho é de 30 horas semanais, carteira assinada, vale alimentação e plano dentário. O/a profissional escolhido/a trabalhará no projeto Urucum, desenvolvido pela Adelco em parceria com o Esplar, junto às 14 etnias do Estado do Ceará, presentes em 19 municípios. Este projeto pretende contribuir para o fortalecimento das capacidades de gestão e de intervenção social e política das associações indígenas e suas principais representações estaduais. Veja o Edital Seleção Assessor Técnico Urucum aqui e saiba dos detalhes. Fonte: Comunicação Adelco
Povo Tremembé da Barra do Mundaú prepara IX Festa do Murici e do Batiputá
A Adelco parabeniza a organização do evento e reafirma a importância de ações como esta para a resistência da população indígena no Ceará. Começa nesta terça, 09, e segue até o dia 13 de janeiro a IX Festa do Murici e do Batiputá do Povo Tremembé da Barra do Mundaú. A festa reafirma a cultura e a existência do Povo Tremembé e toda sua luta pela demarcação se suas terras. É festa! É resistência! Sobre o Povo Tremembé Habitam as terras indígenas de Queimadas (Acaraú-Ce), Barra do Mundaú (Itapipoca-Ce), Almofala, Santo Antônio, Córrego do João Pereira e Camundongo (Itarema-Ce). Segundo dados do Diagnóstico e Estudo de Linha de Base do Projeto Urucum, desenvolvido pela Adelco, em parceria do o Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, com dados do Distrito Especial de Saúde Indígena no Ceará, são 3817 indígenas Tremembé no estado. Fonte: Comunicação Adelco
Juventude indígena decide nova comissão estadual
A atividade teve a realização da Adelco e da Comissão da Juventude Indígena do Ceará (COJICE), com o financiamento da União Europeia e o importante apoio do Governo do Estado do Ceará. A juventude indígena no Ceará reuniu-se no último final de semana, 01 a 03, para o segundo Encontros da Juventude Indígena no Ceará. O evento aconteceu na Escola Indígena Tapeba, em Caucaia, na Aldeia Lagoa dos Tapebas, para debater questões de gênero, diversidade sexual, território, organização. Um momento importante do encontro foi a escolha da nova Comissão da Juventude Indígena, que ficará com a responsabilidade de organizar encontros e mobilizar todas as juventudes dos 14 povos indígenas em território cearense. A comissão está formada com: Camila Potyguara; Climério Anacé; Edinardo Pitaguary; Ezequiel Tremembé; Magna Tabajara; Daniel Jenipapo-Kanindé; João Kennedy Tapeba; Bruno Kanindé; Raimundo Fagner Gavião. A eleição se deu por processo de escolha, onde cada povo presente no encontro elegeu seu representante. Estiveram presentes no evento alguns convidados. Representantes do movimento Sabiaguaba Nativa – Sabiaguaba Lixo Zero, da juventude do MST e do Movimento dos Atingidos por Barragens também estiveram presentes para as rodas de conversas juntos com David Barros, responsável pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude e Rui Aguiar, chefe do Escritório do UNICEF, em Fortaleza. A programação começou na sexta, 01, com o lançamento da primeira exposição de fotografias realizadas, em sua grande maioria, por jovens indígenas. A I Exposição Fotográfica Nas Aldeias: o cotidiano sob o olhar da juventude indígena no Ceará recebeu mais de 100 fotografias de parceiros e jovens indígenas retratando o cotidiano dos povos. No sábado, 02, pela manhã, a juventude e algumas lideranças adultas, realizaram uma caminhada no centro de Caucaia para dizer que existe índio no Ceará, sim e que os povos querem demarcação de suas terras já. Veja a programação completa do encontro aqui. Veja fotos do evento aqui. Fonte: Comunicação Adelco
JUVENTUDE INDÍGENA – Encontro reúne índios e índias de todo o Ceará neste final de semana, em Caucaia
O evento acontece durante os dias 01, 02 e 03 de dezembro, na Escola Indígena Tapeba, em Caucaia, na Aldeia Lagoa dos Tapebas. Na programação tem exposição fotográfica com imagens feitas pelos próprios indígenas, ato público pelas ruas de Caucaia, conversas com instituições para cobrar políticas públicas e ações específicas para a juventude indígena, além de uma mesa para dialogar com outros movimentos sociais. A atividade tem a realização da Adelco – Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido e da Comissão da Juventude Indígena do Ceará (COJICE), com a parceria da União Europeia e o apoio do Governo do Estado do Ceará. O evento faz parte do planejamento do Projeto Urucum – Fortalecendo a autonomia político-organizativa dos povos indígenas, financiado pela União Europeia e realizado pela Adelco e Esplar, junto às 14 etnias no Ceará, presentes em 19 municípios. O objetivo é contribuir para o fortalecimento das capacidades de gestão e de intervenção social e política das associações indígenas e suas três principais representações no Ceará: a COPICE (Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Ceará), a AMICE (Articulação das Mulheres Indígenas do Ceará) e a COJICE (Comissão de Juventude Indígena do Ceará). Os Encontros da Juventude Indígena acontecerão em dois momentos este ano. O primeiro deles reuniu mais de 70 jovens das 14 etnias no estado, em setembro, na Aldeia Cajueiro, do Povo Tabajara, no município de Poranga-Ce. Desta vez, o encontro acontecerá na Escola Indígena Tapeba, em Caucaia, na Aldeia Lagoa dos Tapebas, nos dias 01, 02 e 03 de dezembro. Programação A programação inicia com a I Exposição Fotográfica Nas Aldeias: o cotidiano sob o olhar da juventude indígena no Ceará. A exposição é a primeira no estado que reúne fotos feitas pelos próprios jovens indígenas, totalizando 105 fotografias. Fotógrafos parceiros não indígenas também puderam enviar imagens, embora tenham tido uma porcentagem menor do total. As fotografias circularão em outros locais e, ao final do circuito, as imagens impressas serão doadas aos povos. A curadoria está dividida entre o fotógrafo, arte- educador e indigenista, Iago Barreto Soares, e a coordenação do projeto Urucum, da Adelco. Sexta 15h – Credenciamento 19h – Lançamento da Exposição Fotográfica Nas Aldeias: o cotidiano sob o olhar da juventude indígena no Ceará Sábado 8h – Ato político no centro de Caucaia com povos de todas as aldeias 14h – Mesa com instituições: Funai, Sesai, Coordenadoria de Juventude do Governo do Estado, Unicef 19h – Noite cultural Domingo 8h – Mesa com os movimentos: Lgbt, MST, Quilombolas, Terreiro, Movimento dos Atingidos por Barragens 14h – Escolha da comissão estadual de juventude indígena 19h – Noite cultural Serviço: Encontros da Juventude Indígena no Ceará Quando: 01, 02, 03 de dezembro Onde: Escola Indígena Tapeba, em Caucaia, na Aldeia Lagoa dos Tapebas. Veja como chegar aqui. Fonte: Comunicação Adelco
Inter-American Foundation visita projeto da Adelco
Nos últimos dias 17 e 18 de novembro, a Adelco recebeu a visita de David Fleischer, representante da Inter-American Foundation – IAF. Marciano Moreira, coordenador do Projeto Maracas e Patrick Oliveira, coordenador geral da Adelco acompanharam a visita. O encontro teve como objetivo o acompanhamento das ações realizadas pelo Projeto Maracas – Saneamento ecológico e turismo solidário indígena, realizado pela Adelco e apoiado pela IAF, desde 2016. O projeto acontece junto aos Povos Pitaguary e Tremembé de Almofala e segue até 2018. O grupo visitou as famílias Pitaguary, beneficiadas com fossas ecológicas e cisternas de ferrocimento. Também foi visitado o Museu Pitaguary, acompanhado pelo projeto. “Essas visitas são super importantes para que o financiador veja o impacto real de projetos como os nossos na vida das pessoas”, defende Marciano. Entenda como funciona o Projeto Maracas – Saneamento ecológico e turismo solidário indígena Esta iniciativa busca melhorar a qualidade de vida de comunidades indígenas no Ceará, favorecendo maiores e melhores condições de saneamento ambiental e fortalecendo o turismo comunitário. Os princípios da iniciativa são: o fortalecimento da cultura e da identidade étnica; autodeterminação e a territorialidade; e a autogestão. Trabalhamos diretamente com duas etnias (Tremembé e Pitaguary), 975 pessoas e 7.667 beneficiários indiretos. Nosso apoiador principal é a Fundação Interamericana – IAF, mas também contamos com as parcerias da: Fundação Nacional do Índio (FUNAI), do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza (CDPDH), a Rede Tucum (Rede de Turismo Comunitário) e as associações indígenas locais. Objetivos: – Melhoria do sistema de saneamento ambiental estimulada através da educação ambiental; – Programa de captação, armazenamento de água da chuva e de saneamento ecológico implantado na comunidade utilizando tecnologias alternativas; – Conceitos, enfoques e instrumentos práticos para o desenvolvimento do turismo solidário apropriados pelos indígenas; – Produtos e serviços turísticos de comunidades indígenas com dimensão territorial e cultural melhor estruturados; – Renda das famílias indígenas aumentadas; – Fluxo turístico nas comunidades indígenas aumentado. Fonte: Comunicação Adelco
Adelco promove oficina sobre direitos humanos em território Potyguara e Tabajara
A oficina de Direito, Políticas Públicas e Controle Social foi realizada pelos profissionais da Adelco, o antropólogo Ronaldo Queiroz e o sociólogo, Artur Alves, na Aldeia indígena periférica Marruá, em Monsenhor Tabosa. Cerca de cinquenta pessoas, entre lideranças, professoras e lideranças tradicionais, participaram do encontro. A aldeia Marruá sedia a Festa do Mel. Veja fotos da atividade aqui. A atividade aconteceu entre os dias 09 e 10 de novembro e reuniu os povos Tabajara e Potyguara. Dentre os encaminhamentos da oficina, destacamos o desejo de incluir aos nomes das Aldeia Marruá e a Aldeia Jucás, via projeto de lei, como endereço oficial das localidades indígenas. Hoje elas são chamadas de sítios ou fazendas; e a realização de um planejamento da demanda dos povos para que possam levar ao Comitê Gestor de Política Cultural Para os Povos Indígenas, que foi levada a uma reunião do comitê que aconteceu na segunda, 13.11. Ronaldo destaca os assuntos que mais foram conversados no grupo. “Muito se falou sobre direitos humanos e direitos indígenas, a partir da Convenção N°169, da Organização Internacional do Trabalho -OIT.” Artur acredita que a oficina foi um importante momento de troca de saberes e conhecimentos: “Ouvimos muitos relatos das lideranças, elas ficaram muito a vontade para falar. Essa abertura nos deixou bastante felizes”, completa. Saiba mais sobre a Convenção N°169, da OIT neste link e aqui também. Fonte: Comunicação Adelco
Nota de Apoio. Povo Pitaguary fica!
A Associação para Desenvolvimento Local Co-Produzido (ADELCO) manifesta solidariedade e apoio irrestrito ao Povo Pitaguary diante de mais uma ameaça ao território tradicionalmente ocupado na Munguba, distrito de Pacatuba, que é a possibilidade de reintegração de posse a favor de uma pedreira dentro de área indígena. Historicamente, os Pitaguary ocupam tradicionalmente a referida área por diferentes modos: moradia, agricultura, rituais sagrados e espiritualidade. Há, nessa área, locais sagrados para o povo Pitaguary, os quais devem ser protegidos. Há dois anos a Adelco desenvolve projetos na aldeia da Munguba fortalecendo a cultura e a memória dos povos indígenas através da construção do Museu Indígena Pitaguary e das trilhas etnoecológicas. Ações de salvaguarda do patrimônio cultural indígena desse povo. Reafirmamos o nosso compromisso com os quatro Caciques, o Pajé do Povo Pitaguary e com o movimento indígena no Ceará para fortalecer a luta contra os projetos e empreendimentos que ameaçam a soberania e os territórios dos povos indígenas. Fonte: Adelco