Oficina de Trilhas Ecológicas: participantes recebem certificados
O projeto Matas da Encantada, desenvolvido na comunidade Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, realizou no último sábado (17/01) a entrega dos certificados da oficina da oficina de formação de guias para trilhas ecológicas. Quinze jovens e adultos participaram da capacitação ministrada por Sávio Magalhães, mestre pelo PRODEMA/UFC e doutorando em geografia pela Universidade Federal do Ceará. A oficina foi o primeiro passo para uma série de ações do Projeto Matas da Encantada, patrocinado pela Petrobras e realizado pela Adelco. O projeto prevê a sinalização e regulamentação de trilhas no território indígena do Jenipapo-Kanindé, de acordo com os princípios do turismo comunitário, ecologicamente correto e sustentável. Ao todo, são cinco trilhas que o visitante poderá escolher: a dos roçados, lagoa da encantada, sucurujuba, do marisco e a do morro do urubu. A partir das trilhas, é possível ver a diversidade da flora e fauna da terra indígena, os olhos d´ água, as lagoas, bem como toda a extensão do território. Em breve, o local receberá sinalização adequada e estará pronto para visitação.
Aldeia Jenipapo-Kanindé recebe construção de cisternas e fossas ecológicas
Por Isabelle Azevedo|Comunicação Adelco As primeiras cisternas da comunidade Lagoa Encantada, na aldeia indígena Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz-CE, já estão prontas. 16 cisternas de ferrocimento esperam apenas a chuva para encher o reservatório. Ao todo, mais de 80 cisternas deverão ser construídas na localidade. A ação faz parte do projeto Matas da Encantada Jenipapo-Kanindé, que tem patrocínio da Petrobras e é executado pela Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco). A construção das cisternas pretende ajudar no acesso da população da aldeia Jenipapo-Kanindé à água, já que a comunidade enfrenta problemas sérios de abastecimento. Para Maria de Lourdes da Conceição Alves, a Cacique Pequena, o sistema de cisterna vai melhorar 100% o abastecimento da comunidade, desde que haja controle. “Se tiver controle, a água dura muitos dias. Porque a gente precisa ter controle com a água, não estragar demais, não deixar que derramem. Tem que ser uma coisa controlada, para que não acabe tão rápido”, explica a indígena. Por enquanto, a maior preocupação da Cacique é mesmo com a chuva. “Só vamos ter água se chover”, afirma. Além das cisternas, as casas recebem ainda as fossas ecológicas, que são pequenas unidades de tratamento do esgoto proveniente dos sanitários. Nestas unidades, a digestão da matéria orgânica (dejetos) é feita por meio de micro-organismos anaeróbicos (sem oxigênio) e aeróbicos (com oxigênio). Marciano Moreira, coordenador do projeto Matas da Encantada, explica que o sistema funciona ainda como um canteiro onde plantas, como a bananeira, eliminam a água remanescente por meio da evapotranspiração e a produção de biomassa. “É uma tecnologia simples, barata e de fácil construção. Diminui os riscos de contaminação das águas superficiais, das águas subterrâneas e do solo”, afirma Marciano. A construção das fossas ecológicas e cisternas é realizada com mão-de-obra local e dentro de um processo de capacitação das famílias indígenas beneficiárias sobre o uso e os benefícios das tecnologias. O projeto Matas da Encantada Jenipapo-Kanindé abrange a área do Complexo Vegetal da Zona Litorânea, em Aquiraz/Ce, onde está localizada a aldeia Jenipapo-Kanindé. O projeto visa a adoção de práticas agroecológicas de uso sustentável da terra, proteção e reflorestamento de matas nativas e Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de ações de saneamento e educação ambiental.
Projeto Matas da Encantada realiza oficina de Educação Ambiental
As crianças da Escola Diferenciada de Ensino fundamental Jenipapo-Kanindé, na comunidade da Lagoa Encantada, em Aquiraz-CE, participaram na quarta (17) e na quinta-feira ( 18) da oficina de educação ambiental. A ação é parte das atividades do Projeto Matas da Encantada, patrocinado pela Petrobras e realizado pela Adelco. Durante as atividades, as crianças construíram uma espiral de ervas medicinais e participaram da construção de uma mandala em tamanho reduzido. O objetivo da oficina é despertar nas crianças a sensibilidade ambiental e o cuidado com o ambiente.
Povo Tapeba realiza Assembleia anual neste sábado (20)
Cerca de trezentos índios da etnia Tapeba estarão reunidos neste sábado (20), a partir das 8hs, durante a sua Assembleia Anual para planejar a organização e as ações do grupo para o ano de 2015. O evento será realizado na comunidade do Trilho, em Caucaia, área que está sob retomada de posse pelos indígenas. A Adelco participa da Assembleia durante a parte da manhã, quando será formada uma mesa com as instituições que apoiam a luta do povo Tapeba. O povo Tabepa vive em 17 comunidades, localizadas no município de Caucaia, a 15 km de Fortaleza. Ao todo, possuem uma população de seis mil e quinhentos indígenas
Projeto Matas da Encantada forma guias para trilhas ecológicas
Uma oficina de formação de guias para trilhas ecológicas foi realizada na comunidade Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, nos dias 29 e 30 de agosto e 06 e 08 de setembro. Ministrada por Sávio Magalhães, Mestre pelo PRODEMA e doutorando da geografia, pela UFC, a oficina foi o primeiro passo para uma série de ações do Projeto Matas da Encantada, patrocinado pela Petrobras e realizado pela Adelco. O projeto prevê ainda a sinalização e regulamentação das trilhas, confecção de fardamento para os guias, entre outras ações referentes ao planejamento de trilhas, dentro dos princípios do turismo comunitário, ecologicamente correto e sustentável. O objetivo da oficina foi capacitar os jovens da comunidade para serem guias turísticos e também a realização de um diagnóstico das trilhas, para fazer a recuperação e a sinalização ambiental, posteriormente. Cerca de 15 jovens aprenderam sobre os tipos de trilhas existentes, como conduzir os visitantes e as espécies de flora e fauna de cada caminho. Ao final, foi produzido um mapa detalhado das trilhas, que será utilizado na publicação do Guia Ambiental, publicação que orientará os visitantes sobre os percursos, a extensão e os principais pontos de paradas das trilhas. Sobre as trilhas Ao todo, são cinco trilhas que o visitante pode escolher: a dos roçados, lagoa da encantada, sucurujuba, do marisco e a do morro do urubu. A partir das trilhas, é possível ver a diversidade da flora e fauna da terra indígena, os olhos d´ água, as lagoas, bem como toda a extensão do território. O território Jenipapo-Kanindé está inserido na Planície Litorânea e nos Tabuleiros Pré-Litorâneos, em Aquiraz. A área apresenta um vasto campo de dunas e uma vegetação bastante preservada. Na mata preservada é possível encontrar árvores de imburana, coroa de frade, cajueiro brabo, puçá, bromélias, entre outras espécies.
Agricultura familiar e agroecologia são temas de curso em comunidades indígenas
Caminhada pela aldeia, construções coletivas de conceitos, trabalhos em grupo e discussões permearam os três dias do curso sobre agricultura familiar e agroecologia, promovido em março pelo projeto “Etnodesenvolvimento de comunidades indígenas do Ceará” nas aldeias Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz, e Kanindé de Aratuba. A próxima a receber a capacitação será a comunidade Tapeba, em maio. O projeto, patrocinado pela Petrobras também conta com o apoio financeiro do programa PPP-Ecos/Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), e é realizado pela Adelco. Logo no início do curso, os participantes escolhem o caminho a ser trilhado e seguem em caminhada. Durante o percurso, vão identificando as áreas degradadas, as condições do meio ambiente, o que se produz, quais as espécies de plantas existentes, como é feito o manejo da água e o tratamento do solo. Na volta, uma discussão sobre a agricultura local analisa a situação atual e o que pode ser feito pela preservação ambiental e melhoria da produtividade agrícola. “A partir da construção do conceito e das características da agricultura convencional e agroecologia, aos poucos, o grupo vai se apropriando das vantagens das práticas agroecológicas, para conservação e melhoramento do solo. Por outro lado, toma consciência de que as queimadas, o desmatamento e o monocultivo são os responsáveis pela redução gradativa da produção. Somente a transição da forma tradicional de praticar agricultura para o manejo agroecológico poderá restabelecer e até ampliar o plantio, a colheita e a geração de renda”, explica Maristela Pinheiro, coordenadora do projeto.
Jenipapo-Kanindés participam de oficina de Economia Solidária em Aquiraz
A comunidade indígena Jenipapo-Kanindé participa, entre os dias 02 e 04/04, em Aquiraz/Ce, de uma oficina sobre Economia Solidária e Sustentabilidade, ministrado pela educadora popular, advogda e especialista em questões agrárias, Magnólia Azevedo Said. A formação, realizada na Pousada Jenipapo-Kanindé, faz parte das atividades do projeto “Etnodesenvolvimento de comunidades indígenas do Ceará”, cujo objetivo é o de promover a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades. O projeto, patrocinado pela Petrobras, conta também com o apoio do programa PPP-Ecos/Instituto Sociedade, população e Natureza (ISPN) e é realizado pela Adelco, nas etnias Jenipapo-Kanindé, Kanindé de Aratuba e Tapeba e ainda com ações de sensibilização nas etnias Pitaguary, Tremembé e Anacé. De acordo com Magnólia Said, o objetivo da capacitação é o de contribuir para que a aldeia Jenipapo-Kanindé “possa ser sujeito de uma produção solidária, sem agredir o meio ambiente”, e eficiente, no que diz respeito à gestão das ações de economia solidária. A metodologia da formação é participativa, a partir da vivência da comunidade, com exposição dialogada, dinâmicas, apresentação de material visual e discussões sobre a vivência dos participantes. “O importante é que o povo Jenipapo-Kanindé possa tomar como base os conceitos sobre economia solidária e sustentabilidade e, apropriando-se desses conceitos, fortaleça a prática de uma produção solidária e sustentável, que garanta a perspectiva de melhoria de renda”, diz Magnólia Said. Nesse sentido, são construídos, durante a oficina, alguns planos de negócios, planejamento de produção e as bases para a consolidação de diagnóstico da produção local. Outro tema abordado foi o acesso aos programas governamentais. A mesma capacitação já tem data marcada para acontecer também na comunidade Kanindé de Aratuba (14, 15 e 16/04/2014) e Tapeba (10, 11 e 12/04/2014). Uma das atividades que mais motivou os participantes foi a construção do “mapa da realidade” local, onde eles fizeram um desenho do que produzem, o que vendem e os locais possíveis para a implementação dos quintais produtivos e mandalas. “Eles se preocupam especialmente com o transporte da produção, o que permite a venda do que é plantado – milho, coco, jerimum, batata, mandioca, acerola – nas feiras dos municípios próximos”, disse Graça Araújo, técnica do projeto.
Adelco participa do IV Encontro Povos do Mar no SESC Iparana
O Turismo Comunitário foi tema de palestra no IV Encontro Povos do Mar, realizado no SESC Iparana, no dia 19 de agosto. Patrick Oliveira, Coordenador Geral da Adelco e Maristela Calvário, Coordenadora do Projeto Etnodesenvolvimento Ceará Indígena estiveram lá. O projeto, patrocinado pela Petrobras, desenvolve ações de turismo comunitário em seis comunidades indígenas do Ceará: Jenipapo-Kanindé, Kanindé de Aratuba, Tapeba, Anacé, Tremembé e Pitaguary.
Tabajaras realizam Festa da Colheita e celebram a resistência
A Festa da Colheita aconteceu na Aleia Cajueiro, do povo Tabajara, no município de Poranga, na noite do sábado, 30/09. O evento aconteceu em pleno Encontro da Juventude Indígena no Ceará, organizado pela Adelco, via projeto Urucum; pela Juventude Indígena do Ceará; pelo Esplar e União Europeia, com o apoio do Governo do Estado do Ceará. Além da juventude de todo o estado, também estiveram presentes lideranças de outras aldeias para prestigiar a celebração. Com a retomada dos Tabajaras, em 2007, a terra passou a ser cuidada pelas 15 famílias que vivem ali. Após 10 anos, já existe energia, cisterna, internet, uma escola e a certeza de que retomar suas terras é resistência. 10 anos de festa Os povos indígenas da Aldeia Cajueiro, desde a retomada realizada no dia 10 de julho de 2007, tem adotado como tradição cultural a Festa da Colheita ao Luar, momento sagrado utilizado para agradecer a mãe Tamain, os encantados, a força da Jurema e ao pai Tupã por todas as conquistas. Este ano, a festa cultural terá como ingrediente especial a comemoração pelos 10 anos de luta, resistência e conquistas. Entre aquelas mais recentes está a decisão judicial com transito, expedita pela Justiça Federal, determinando o inicio do procedimento de demarcação da terra indígena do povo Tabajara. A noite será completa de apresentações, rituais, depoimentos sobre a luta indígena, diversos pratos da nossa culinária e de muita festa. Varias autoridades e lideranças indígenas dos diversos povos já confirmaram presença. A Festa da Colheita celebra com muitas alegria todas as conquistas e vitórias pela existência, pela proteção dos encantados. Fonte: Texto da Comunicação da Adelco e de Jorge Tabajara